reflexão | Realidades inventadas?

15.12.15 SARA SILVA 1 Comments


As pessoas são seres curiosos. Acredito que, por muitas pessoas que se conheça, nunca se conhecem todas as pessoas: todos os estereótipos, todas as motivações, todas as realidades.

Já conheci algumas pessoas que me contaram realidades que eu acho insólitas demais para serem verdade. Pelo menos, quando comparadas com a minha realidade. Histórias mirabolantes, fora do comum, que parecem sair de um drama, mas contadas com sorrisos nos lábios, num misto de orgulho e resignação. Nunca percebi se essas histórias são tangíveis, ou invenções de quem não consegue lidar com aquela que é, de facto, a sua realidade. Provavelmente nunca saberei. 

É como no filme Big Fish (por sinal, um dos meus preferidos): contam-nos o que se passou e, a dado momento, já não conseguimos separar a realidade da fantasia. Onde começa uma e acaba a outra? Será tudo realidade? Será tudo fantasia?

Ao encontrar-me com pessoas assim, tenho optado por alinhar na sua suposta loucura. Afinal, até ao momento, não descobri se compactuei com realidades inventadas, ou fui precipitadamente ignorante por duvidar de realidades menos pacíficas e lineares que aquelas a que estou habituada.

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1 comentários:

Se me conhecesses (a mim, Ela) e saísses comigo à rua saberias que sou quase uma personagem desse filme... Só que sem fantasia! Cada momento é pior que outro, ou melhor. Há dias em que nem dá para decidir...
Em pequena, numa vila pacata, estive perante um ladrão que estava entre a polícia... e eu, numa rua sem saída! Tive momentos de vidência como várias crianças... Em adolescente quase adulta andei à primeira vez à porrada com um rapaz e a meio lembrei-me "ai o meu piercing" e fiz um efeito lagarta no casulo ahah Tinha um médico amigo da família que do nada espeta com um machado (sim, daqueles de cortar madeira) na cabeça do meu padrasto... Tive e tenho momentos insólitos mais tristes, mas também mais engraçados. Passo por uma pessoa, cumprimento-a e continuo à procura dela; caio, parto-me toda e rio descontroladamente... Continuava, mas a par de não te querer maçar com um testamento, ainda estou tão cansadaaa... Mas o que mais me dizem é que eu dava um filme. Eu às vezes até me sinto como se estivesse pronta a ser filmada para os apanhados. Por exemplo quando há dias uma senhora saca da sopa estragada no bus ao meu lado e começa a comer e a oferecer-me... Não dá simplesmente. Às vezes era bom ter uma câmara porque às tantas nem eu acredito que aconteceu... ahah

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