reflexão | Não conhecemos o que comemos

7.6.14 SARA SILVA 7 Comments

Ao ler este artigo, divulgado nas redes sociais, é impossível não ficar a pensar que, de facto, não conhecemos a carne de compra que nos chega ao prato. Eu já tinha dedicado algum tempo a reflectir sobre este assunto, quer relacionado com as carnes quer com as frutas e legumes, pois é senso comum que todos estes alimentos levam químicos durante o seu desenvolvimento, e esses químicos, que não são poucos, afectam-nos a nós quando consumimos estes mesmos alimentos. Ou seja, até podemos comer um pratinho de salada pensando que estamos a ter a atitude mais saudável de todas, quando na verdade estamos a intoxicar-nos de outra forma. A solução é mesmo optar pelos alimentos biológicos ou cultivados por nós, mas nem toda a gente tem possibilidade e paciência para isso.

De facto, esta é uma das questões da sociedade actual que me assusta. Com o aumento da procura alimentar, os produtores, para conseguirem dar resposta a essa procura e obterem mais lucros, acabam por alterar geneticamente os animais e plantas que criam e dos quais nos iremos alimentar. Com isto diminuem os benefícios que eles nos proporcionam e geram os malefícios.

As imagens abaixo mostram um exemplo bovino que sofre alterações genéticas de forma a produzir mais massa muscular, chamou-se a esta raça "Belgian Blue".


Assustador, certo? Onde os criadores vêem o expoente da criação, eu vejo algo muito errado que não quero que chegue ao meu prato. Isto já para não falar no mal que deve fazer aos animais viver neste estado.

São situações como esta que me põem a pensar nos meus hábitos alimentares, sobretudo numa época em que tanto se fala de comida biológica e estilo de vida vegan. Eu não me considero demoníaca por consumir carne, afinal é um hábito que remonta ao início da humanidade, mas tenho ponderado cada vez mais reduzir o meu consumo deste alimento porque, de facto, há alternativas mais saudáveis, e eu já não sei se o que estou a comer é realmente vaca, um monstro como os das imagens acima ou um animal que foi criado com recurso à violência e cuja carne foi posteriormente processada sem as mínimas condições.

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7 comentários:

Mel disse...

Sou completamente contra a indústria alimentar de carne.
Para aí no 8º ano fiz um trabalho sobre alimentos trangénicos e desde aí fiquei a pensar na questão. Mais tarde vi o super size me e as minhas dúvidas voltaram.
Há cerca de um ano que não como carne vermelha, e tento limitar o consumo de carne de aves, apenas às caseiras. Queria ver se este ano conseguia deixar também a carne de aves de parte, mas não é fácil. A verdade, é que apesar de existirem alternativas, não existem como nos eua, por exemplo. Não há tanta variedade e oferta e os preços não são os mais simpáticos, principalmente por comparação aos ditos alimentos comuns.

Sara Silva disse...

Eu apenas tenho lidos algumas coisas, não estou muito por dentro do assunto, mas o que leio faz-me pensar...
Pois, as alternativas saem caras se as quisermos colocar em prática na nossa alimentação diária, acho que esse é o principal entrave :s

Realmente não fazemos mesmo ideia!
Fiquei super assustada com essas fotos :/
eu geralmente só como carne de porco e aves, mas fiquei mesmo a pensar.
No entanto acho que não conseguiria abdicar da carne totalmente.

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Sara Moreira disse...

Também já tinha conhecimento do assunto e é realmente triste o caminho que estamos a seguir. E estou a tirar licenciatura em Biologia, e cada vez existem mais estudos de como alterar os alimentos por meios genéticos e realmente dá resultado, contudo grande parte deles ainda não foram aceites pela sociedade e por isso não são comercializados. Mas outros tantos, estão no nosso prato todos os dias e nós nem damos conta disso. Como por exemplo a cenoura que não é naturalmente cor de laranja, mas que foi modificada geneticamente para ter um aspecto mais apetecível. E quem fala da cenoura fala de quase todos os produtos horticulturas e afins que já sofreram mil e umas modificações para satisfazer as nossas necessidades. E tudo isto por causa da nossa sociedade consumista e com uma alimentação altamente desequilibrada, e de tão grande que é o desequilibro na dieta que passou-se a produzir também animais transgénicos, o que para mim é uma verdadeira abominação! Não é certo produzir plantas transgénicas pois não são tão saudáveis é certo, mas com os animais vai para além do ser ou não saudável. Com os animais põem em causa muitas questões éticas e de bem estar animal e os problemas adjacentes ao mau estar animal reflectem-se imediatamente na sua carne que por sinal nós comemos e depois admiramos-nos das mil e uma novas doenças que aparecem. É triste, mas este é o caminho que a sociedade está a tomar e o pior é que provavelmente não irá existir um retorno muito fácil de concretizar.

Por essas que nunca me arrependo de me ter tornado vegetariana. O que os seres humanos fazem aos pobres dos animais para os consumir é horrível.

Sara Silva disse...

gostei muito de ler o teu comentário, Sara! fez-me pensar ainda mais desta questão e o ser humano consegue ser mesmo um monstro para atingir os seus fins, que neste caso são bem mesquinhos...

Anónimo disse...

Olá.

Esses bois existem pela mesma razão que existem cães: cruzamento seguido de reprodução selectiva (para além de que esses exemplares existiriam mesmo não havendo intervenção humana, embora que em quantidades inferiores). Com a diferença que uns são para comer, outros para [vender] "cuidar" e ter como bichos de estimação. Não que concorde com isso, mas muita coisa é alterada de alguma maneira e as pessoas não reclamam, só mesmo quando lhes pode trazer algum mal =/

Não vamos mais longe... Portugal e Espanha produzem cerca de 90% do milho trangénico na Europa; um dos tipos de milho (não me recorda o nome, desculpa), provoca cancro nos ratos em apenas 4 meses ... e o milho anda por aí, á solta!

Basiacmente, tudo o que há nos supermercados, é porcaria. Resta-nos optar por soluções mais biológicas, ou plantar em casa.

Obrigada pelo teu comentário ♡
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