escola | Eu, o curso e a universidade (outra vez)

by - quinta-feira, fevereiro 14, 2013

No outro dia propus ao meu pai, de livre vontade, o congelamento da minha matrícula.

Sei que parece uma ideia louca porque, nos dias de hoje, são muitos os jovens que agarram as suas licenciaturas com unhas e dentes mas que, face a dificuldades económicas, são obrigados a abdicar delas, a muito custo. Mas eu nunca fui como a maioria e desde o início que estou neste curso contrariada, variando entre a frustração e o conformismo. Eu nem sequer queria vir para a universidade e, pondo essa possibilidade, não era este curso que escolheria. No entanto, devido a vários factores, foi o que acabou por acontecer.
Sendo assim desde então que me passaram pela cabeça várias alternativas, tais como desistir e fazer curso em pós-laboral, porque eu sempre tive presente que seria muito mais útil para mim e para o meu futuro se eu estivesse a trabalhar ao invés de estar a estudar. Mas enfim, lá fui andando e fazendo os possíveis para ter notas satisfatórias (que a vontade de me esforçar para ter notas realmente boas não era muita).

Feliz ou infelizmente (é algo que só vou saber a longo prazo), ele não concordou com esta minha nova ideia, principalmente pelo facto de ele, no passado, ter querido continuar os estudos e tal não lhe ter sido permitido.
Tive de me conformar, mais uma vez.

Horas depois dessa breve discussão, estávamos nós à conversa com uma terceira pessoa. O assunto, já não me lembro por que razão, veio à baila e eu achei que ia ter mais do mesmo ("Estudar é tão importante, e tu és tão nova, aproveita enquanto podes (...)"). Mas não: a pessoa em questão, por outro lado, deu-me uma razão diferente para continuar no curso, uma na qual eu nunca tinha pensado antes.
Essa pessoa é daquele tipo que nos fica a conhecer sem precisarmos de dizer nada, e apanhou-me desprevenida. Disse-me que a razão pela qual estou neste curso é porque preciso de aprender a comunicar. Que eu tenho muito para dizer mas que tenho dificuldade em fazê-lo. E não é que acertou? 
É que eu aqui no blog sou o que sou, preto no branco, mas na vida real não é bem assim, porque sinto que o que digo tem mais peso, está sujeito a mais críticas, e pode ser mal interpretado. Mas vá, também não fico toda atrofiada, a engasgar-me, a suar e com tiques manhosos, apenas não consigo dizer tudo o que penso.
Coisas da minha cabeça, inseguranças ou dificuldade em comunicar, o que interessa é que ela tem razão e agora começo a ver algum sentido lógico no facto de eu estar neste curso (fora o ser-me útil aqui para o blog).
Mais uma vez, tudo acontece por uma razão, e espero não me esquecer desta durante o ano e meio de curso que me falta.

Posts relacionados

4 comentários

  1. de facto, existe sempre bons motivos, por isso por mais que custe, temos de nos manter motivados e terminar aquilo que começaste... e se um dia começas-te, por menos que quisesses, foi por algum motivo. eu se calhar devia ir para o teu curso :P acho que não me expresso bem nem no blogue nem ao vivo...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. sim, seria chato parar agora a meio, mas não sei o que seria pior...
      ahahah, mas olha que eu também não sei se vou acabar o curso com grandes evoluções xD

      Eliminar
  2. Por vezes precisamos de ouvir várias opiniões antes de tomar uma decisão precipitada. Pode ser que daqui em diante possas vir a olhar o curso de outra maneira e gostes mais :D
    Boa Sorte !

    ResponderEliminar

Obrigada pelo teu comentário ♡
{activa a opção 'Notificar-me' para saberes quando respondi}