reflexão | Amor e não-amor

13.1.13 SARA SILVA 6 Comments

Este é um tema sobre o qual já há algum tempo queria escrever, mas por ser um que nos toca a todas, não encontrava a melhor forma de o fazer sem criar polémica. No entanto acho que não há uma forma certa ou errada de falar nisto, depende das vivências e opiniões de cada um.


Todas nós conhecemos histórias de amores e desamores: de pessoas que convivem connosco, dos filmes, dos livros e até dos nossos pais. Em relação a todas elas eu mantenho a minha posição e poucas são as circunstâncias que me fazem pensar de outra forma: para mim não há "meios amores", ou é tudo ou é nada, ou é sério ou não é.

Hoje em dia muitos são os casos de pessoas que têm relações ocasionais com outras. Não há compromisso, não há exigências, não há promessas e até nem há um sentimento verdadeiro. Atraem-se mutuamente, gostam da companhia uma da outra e assim vão sendo felizes. Eu não censuro, mas não compreendo. É como ir comendo a massa do bolo invés de esperar que ele esteja pronto: é bom mas podia ser melhor, se esperássemos pelo momento (pessoa) certo.

Como disse, não censuro quem vive assim. Acredito que cada qual tem as suas razões, à primeira vista umas mais justificáveis que outras, e algumas pessoas só consigam mesmo viver desta maneira, talvez por terem medo de se apaixonar verdadeiramente ou de saírem magoadas outra vez. Esse é o tipo de segredo que muita gente se esforça por esconder quando, na verdade, está mais à vista do que pensam.

Há um ditado que diz "quem espera sempre alcança", e que, na minha opinião, serve também para o caso, ao contrário do popular "enquanto não encontras o Príncipe, vai beijando os sapos", que sugere vulgaridade. Isto porque, para mim, uma rapariga que se preze - com dignidade e amor-próprio - não aceita experimentar e ser experimentada. Pode até ser divertido, mas sê-lo-á apenas por algum tempo e terá as suas consequências.
Contudo não estou a sugerir que se devam descartar todas as hipóteses que se nos aparecem, mas sim a aconselhar a não agir por impulso, dando "saída" a este ou àquele só porque, de momento, não há mais ninguém. 

A sério: porque é que fazem isso? Porque é que se usam uns aos outros dessa forma? Eu nunca gostei da expressão "estar carente" porque acho-a demasiado rebaixante. Não compreendo quem não consegue estar sem alguém, quem decide começar a namorar para não se sentir sozinho, quem tem alguma com outra pessoa sem gostar realmente dela... eu preferia continuar sozinha. Mas se calhar tudo isto é algo que nem é suposto compreender. Nestas coisas do amor ou falta dele talvez não haja um certo ou errado. Não sei...

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6 comentários:

M.' disse...

obrigada pelo teu comentário :)

gostei de ler este teu post, e em alguns aspectos partilho da mesma opinião que tu. Discordo quando dizes que a expressão "estar carente" é rebaixante. No entanto, sei ao que te referes e já tive essa mesma opinião/ideia...

Beijinho*

Sara Silva disse...

de nada :) eu comento quando tenho alguma coisa a dizer

eu sei que essa expressão não tem apenas um sentido, mas eu associo-a sempre ao mesmo. simplesmente não gosto da palavra "carente"

beijinhos e obrigada por comentares :)

Também não compreendo os relacionamentos casuais. Se bem que, por vezes, "um amor cura o outro" e apaixonar-se novamente pode ser o melhor remédio para ver as coisas por outra perspectiva.

zimbora disse...

algumas pessoas (por exemplo, eu), por diversas razões criaram uma barreira à sua volta (ou à volta do coração) e para se entregarem é preciso sentirem algo muito forte. então têm apenas essas relações casuais, sem compromissos, exigências ou sentimentos. é apenas a satisfação do desejo. se isso traz felicidade? não. se alguém te disser que traz, mente. traz prazer, nada mais. e sim, evita que nos magoemos. é quem mais gostamos que tem a possibilidade de nos magoar. logo, se ali não há sentimento, não há possibilidade de magoar. há quem tenha diversas relações destas em simultâneo. eu não, eu tenho com uma pessoa de cada vez. é quase uma relação a sério, só não desenvolvo sentimentos por elas. e não é com qualquer pessoa. tenho de confiar minimamente nela. dessas relações casuais, podem surgir outros sentimentos e evoluir para uma relação “a sério”. no meu caso já aconteceu uma vez.
por que é que o faço? não é por carência, por não conseguir estar sem alguém e muito menos por falta de dignidade ou amor-próprio (tenho ambos num alto nível). a minha felicidade depende única e exclusivamente de mim. faço-o apenas para a satisfação do desejo físico. não me dá mais nada além disso. não é uma questão de experimentar nem ser experimentada. é apenas uma defesa. eu não consigo confiar nos outros a ponto de me entregar mais do que isto. mas entendo que não o compreendas, a sério que sim. eu própria, ao explicar-te isto, acho que é um bocadinho parvo xD mas, até agora, é a forma mais fácil.
algum dia, como me aconteceu a mim há coisa de 5 meses, vai aparecer alguém que nos faz baixar essas defesas. desde então, essas relações casuais deixaram de existir. e sem termos avançado, ela tem mais de mim do que já alguém teve. e isso assusta-me, mas é bom. é algo que nunca tinha tido e que me dá muito mais do que tinha. mas quando algo acontece, o instinto é de fugir dela e voltar ao que era. voltar ao que não me magoava.

mas bem, o comentário já vai longo, qualquer coisa vai ao meu blog, lá explico melhor isto das relações casuais e de como sou (não, não estou a pedir visitas ahah mas tu és minha amiga e mereces saber quem sou. qualquer dúvida relativamente a isto, o facebook está à tua disposição :p)

Anónimo disse...

Concordo plenamente com este post e também concordo que a expressão (apenas a expressão) estar carente é rebaixante, eu diria redutora.
Não é o facto de se estar, que é redutor, porque muita gente (eu inclusive) se sente assim. É o facto de se usar isso para se entregarem a relacionamentos "pouco saudáveis".
Já tive uma relação longa, a qual me trouxe dois filhos, relações casuais e estas só me fizeram mal. Agora, espero por melhores momentos, melhor fase e continuo a acreditar que um dia, voltarei a encontrar uma pessoa e terei a relação que desejo.

Um abraço,

Sara Silva disse...

muito obrigada pelo teu comentário! espero que encontres, em breve, uma pessoa que te faça feliz verdadeiramente :)
beijinhos *

Obrigada pelo teu comentário ♡
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