reflexão | Racional e precavida invés de impulsiva e fútil

by - domingo, outubro 30, 2011

Fiquei a saber que o Clube Fashion está a oferecer um desconto de 65% em calçado Melissa *!!EUFORIA!!*
Lá vou eu espreitar os artigos à venda, os preços, as cores... e, super entusiasmada com a oferta, encontro o par de sapatos com o qual sonho há imenso tempo:
  • Sapato de ponta arredondada: check!
  • Com fivela: check!
  • Salto (aparentemente) confortável: check!
  • Cor bonita: check!
  • Melissa: check!
  • Preço acessível: CHECK! - (39,60€!!!!!)
  • Disponível no meu número: CHEEEEEECK! 

Ok, esta é uma das ofertas mais tentadoras de sempre, principalmente porque de momento até tenho algum dinheirinho (o suficente para os comprar!), já tenho um trabalho e entretanto chega o Natal (€), logo o investimento não ia ser assim tão dispendioso. MAS, infelizmente, esta é a visão sonhadora da coisa porque, por outro lado, estou a estudar, tenho propinas para pagar, quero comprar outras coisas que realmente importam e convém sempre ter algum dinheiro para imprevistos que surjam.
Começo a pesar os prós e compras, o meu instinto de consumismo começa a impor-se e o meu pensamento cede com a justificação de que realmente nunca mais vou encontrar uma oportunidade tão boa como esta. Sinto-me tentada a avançar com o processo de compra mas lembro-me de uma coisa muito importante (e da qual gostava de me lembrar mais vezes): eu vou-me sentir tão arrependida por os comprar como por não os ter comprado porque aqui está em causa uma escolha - o dinheiro ou os sapatos? Penso melhor e chego a uma conclusão: ainda não vai ser desta que os vou ter, neste momento prefiro precaver-me do que agir por impulso com coisas fúteis, como é hábito meu, e depois arrepender-me porque já não tenho dinheiro para o que realmente me faz falta (e não gosto de estar sempre a pedir ao meu pai).

Isto custa, principalmente quando se tratam de coisas de que gostamos e sabemos que a curto prazo as podemos adquirir, mas actualmente o tema da crise lembra-nos todos os dias que temos de nos preparar para o pior e, nesta situação, é preferível começar a habituar-me com pequenas cedências, de forma também a consciencializar-me que nem sempre poder significa ter.

E uma salva de palmas para mim que mantive a cabeça no lugar e cedi à tentação! :D

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