reflexão | Estilo pessoal e imagens de marca pessoais

by - quarta-feira, maio 11, 2011

Houve alturas na minha vida em que eu achava que era extremamente importante ter o meu próprio estilo: vestir-me à minha maneira e de uma forma de me fizesse destacar da maioria das pessoas. Simplesmente não andar vestida com calças de ganga, sapatilhas e um top de alças, investir mais na minha forma de vestir e deixar que as pessoas se conhecessem através disso. Actualmente adaptei uma postura mais descontraída acerca desse tema, principalmente por ter perdido a paciência de planear, ao pormenor, todos os meus conjuntos para o dia seguinte.

Eu era mais fixada nesse ideal de "estilo pessoal" quando tinha cerca de 15/16 anos e estava naquela fase de me descobrir e conhecer a mim própria enquanto pessoa. Foi na altura em que comecei a seguir blogs de moda e era principalmente influenciada pela Carrie do WishWishWish. Eu adorava o estilo feminino e romântico dela, fiquei fã imediatamente. Surpreendia-me o facto de ela usar sempre saias e vestidos, o que acaba por não ser muito prático mas, por outro lado, achava que era uma boa "filosofia de estilo" e afirmação feminina.
alguns exemplos dos outfits da Carrie que me inspiravam. na verdade estes não são os meus preferidos, mas esta foi a montagem mais ilustrativa do estilo dela que eu encontrei no site
algumas fotografias dos meus looks em 2008/2009
Hoje em dia já não sigo o WishWishWish, deixei de me identificar com a Carrie, comecei a sentir-me um bocado "infantil" ao vestir-me daquela maneira que na altura me caracterizava (parecia que tinha 9 anos outra vez) e comecei a achar que era um bocado ridículo uma rapariga de 17/18 anos continuar a vestir-se dessa forma. não posso afirmar que tenha um estilo bem marcado, que penso nisso muitas vezes, que lhe dou muita importância ou que seja um factor marcante na minha vida. Não, actualmente acho que tenho preocupações maiores do que pensar rigorosamente em todos os elementos de vestuário e acessórios que vou usar amanhã e que estejam de acordo com o que é típico em mim. Quando as pessoas se deixam de preocupar, tornam-se mais descontraídas e foi o que aconteceu comigo nesse aspecto: eu comecei a vestir o que me apetece de acordo com o meu estado de espírito, nem que tenha de mudar de roupa 3x antes de sair de casa, o importante é sentir-me bem. No fundo, o que fiz foi adaptar o meu estilo.

Contudo, ainda há alguns aspectos neste "meu estilo" que têm vindo a permanecer ao longo do tempo: os meus óculos de sol da Mango (tenho os mesmos desde os 15 anos e não penso em substitui-los), ganchos no cabelo para prender a minha franja (uma necessidade), sabrinas, tecidos floridos e, principalmente, folhos e rendas (não resisto a looks românticos, inocentes, tal como o da Mayo Wo). Esses são alguns pormenores que me caracterizam, que tenho praticamente sempre presentes em mim (salvo excepções em que só quero sair de casa o mais descontraída e simples possível) e aos quais dou o nome de "marcas de estilo pessoal".
Acho que é importante desenvolvermos uma marca de estilo pessoal, qualquer coisa que nos distinga e que as pessoas associem a nós. Por exemplo, julgo que foi na primavera do ano passado, que chegou às lojas a grande tendência de folhos e rendas, então haviam amigas minhas que me diziam coisas do género "Este fim de semana fui à Zara e para onde quer que olhasse, só me lembrava de ti!". Eu achava engraçado e gostava que elas associassem isso a mim, era sinal de que eu afinal tinha um estilo que me definia e do qual as pessoas se lembravam. O mesmo acontece quando olhamos para as celebridades e personagens às quais estamos habituadas, também nelas conseguimos identificar algumas imagens de marca: o cabelo loiro platinado da Christina Aguilera; a Blair Waldorf com o seu estilo colegial, vestidos, saias e, principalmente, as bandoletes; a Lauren Conrad e o seu cabelo ondulado; o ar doce e inocente da Zooey Deschanel, entre outras. Todas essas características, além de as tornarem únicas, cada uma à sua maneira, contribuem para o "culto de imagem" delas e ajudam a que as pessoas as identifiquem mais facilmente.

No fundo, o que eu vos quero transmitir é que é difícil conseguirmos estabelecer um estilo só nosso que seja diferente do de todas as outras pessoas (a menos que se queiram tornar em novas Lady Gagas e começarem a usar e vestir coisas que nunca ninguém se lembraria, LOL), porque actualmente a moda já é uma coisa muito globalizada. Sendo assim, é preferível cultivarmos as nossas próprias imagens de marcas pessoais porque, se o fizermos à nossa maneira, vamos conseguir destacarmos-nos no meio da multidão.

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4 comentários

  1. bem, acho que tens toda a razão. ter o nosso estilo é deixar fluir aquilo que nos mesmas somos. se for programado,não é nosso.

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  2. eu gosto de pensar que não tenho nenhum estilo especifico, e é isso que me diferencia. tenho vários estilos de roupa, que uso ou misturo conforme o estado de espirito desse dia

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  3. Estou a estagiar no Ponto Criativo uma empresa de Publicidade/Design Gráfico e o curso que estou a tirar é Multimédia.

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  4. eu sinceramente já tive imensos estilos principalmente durante a adolescencia, lembro me de me chegar a vestir como o esteriotipo de betinha, xungosa, de me vestir como uma gótica, como uma emo, são aquelas fases da adolescencia, agora chegou a uma altura na minha vida, em que andar com lacinhos na cabeça e derivados não é algo para mim, eu gosto de pensar que tenho o denominado estilo "normal" sinceramente vou seguindo um pouco de cada tendência e simplesmente usar o que me favorece e esta igualmente na moda, deixei de me preocupar com isso, e enfim acho que estas coisas, vão sempre mudando com a idade. Ninguém é exclusivo ou totalmente original, geralmente tiramos sempre ideias ou inspirações de vários sítios.

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