reflexão | Último dia do secundário

by - sexta-feira, março 25, 2011


Hoje foi o último dia: o último dia de aulas e o último dia com a minha turma.

Três anos, foi o tempo passado com pessoas que o destino juntou e que, a bem ou a mal, se conheceram e, inevitavelmente, se afeiçoaram umas às outras. 

Já não sou a mesma pessoa que em 2008, com 16 anos, decidiu arriscar mudar de curso e recomeçar numa nova escola, num curso que realmente queria e com pessoas que nunca tinha visto. Essa versão de mim era insegura e sentia-se perdida. Queria começar tudo de novo mas não sabia com o que podia contar, apenas podia prometer a si própria que iria fazer de tudo para não se arrepender da mudança. Tinha sido difícil abdicar do que tinha para arriscar conseguir o que não era garantido porém, era a sua felicidade e realização pessoal que estavam em causa. 

Hoje, a 2 meses de fazer 19 anos, tenho orgulho na pessoa que me tornei, moldada por todos os acontecimentos que me afectaram e pelas pessoas que para mim foram importantes. Acho que todos somos feitos de bocadinhos de experiências que vivemos e pessoas que conhecemos, e tenho a certeza que foi isto que se passou comigo. Se eu não tivesse ido parar àquela turma, com as pessoas que nela se juntaram e com tudo o que se passou, não seria a pessoa que sou hoje, com todas as minhas características boas e menos boas.

Conheci pessoas de todos os tipos, com todos os feitios e manias. Por um lado estou contente pelas amizades que fiz e, por outro, fiquei na dúvida se não teria sido melhor aproximar-me mais de outras pessoas. A dúvida e a incerteza são como fantasmas que nos atormentam: não sabemos e, provavelmente nunca iremos saber se as atitudes que tomámos foram as mais acertadas ou se haviam outras melhores à nossa espera. Eu prefiro acreditar que tudo o que tem de acontecer, acontece...

Estou tranquila porque sei que sempre, em todas as situações, me mantive fiel a mim própria, não tomei decisões nem vivi em função de outros. Consegui construir a pessoa que sou hoje e afirmar-me individualmente. Penso ter cumprido o principal objectivo que tinha quando entrei no curso: descobrir quem realmente sou. 

Podia aqui falar de cada uma das pessoas da minha turma ou até mesmo da escola inteira, do contributo que cada uma delas teve para mim nestes três anos. Podia ainda falar de quem me desiludiu, de quem me surpreendeu, de quem nunca irei esquecer e de quem prefiro não me lembrar, mas escolho não o fazer. Digo apenas que não vou querer afastar as pessoas que para mim foram importantes, para sempre vou lembrar os bons momentos que com elas tive e esperar que outros venham para que a saudade não aumente demasiado e se volte a transformar em nostalgia. 

E agora sim, é o momento para agarrar em todas as forças e conhecimentos que reuni nestes 3 anos e começar uma vida nova, preparada para tudo o que vier e sempre a acreditar que sou capaz. Porque quando uma porta se fecha, uma janela se abre... ou duas.

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