review | Batom Grand Rouge da Yves Rocher (cor 114)



Chegou o dia em que usei o meu batom preferido e senti que não estava em condições. A consistência era diferente, ardia ligeiramente nos lábios, secava-os, e o próprio sabor e cheiro estavam alterados. Dado o tempo a que já o tinha comprado não tive dúvidas: estava fora do prazo. Não sei se a validade indicada na embalagem era de 6 ou 12 meses, eu costumo guiar-me mais por este tipo de alterações que sinto, e não quis arriscar. Foi deitado ao lixo e comecei a procurar um substituto!

Já há algum tempo que andava de olho nos batons Grand Rouge da Yves Rocher. mas adiava a compra por querer minimizar a quantidade de maquilhagem que tenho. Bem, agora tinha o pretexto ideal! Aproveitei uma promoção de 40% e, depois de algum tempo indecisa na cor (a marca não tem amostras de batom), encomendei o Grand Rouge Acetinado na cor 114, um tom de rosa que me pareceu ligeiramente escuro.


Este é um batom sem parabenos, sem óleos minerais e sem silicone que promete ser de "longa duração, com um deslizar excepcional e uma textura segunda pele, fundente e hidratante". Promissor, certo? Nesta review digo-vos o que acho dele!

Já o recebi há cerca de um mês e já o usei várias vezes. O primeiro contacto que tive com ele foi num swatch no braço em que percebi que sim, é um batom que desliza muito bem e é bem pigmentado, não sendo necessário passar uma segunda vez para obter uma boa cor. O brilho é ligeiramente acetinado e a cor não corresponde exactamente à imagem do catálogo: é um vermelho-cereja, talvez mais semelhante à cor 119 da imagem do catálogo. Felizmente isso não foi problema para mim porque era um tom assim que eu procurava! Na hora de o limpar do braço um pedaço de papel não resolveu nem mesmo o meu desmaquilhante habitual: este é um batom que tinge a pele.


No dia em que o usei nos lábios coloquei-o de manhã, almocei e tomei café à tarde. Ao almoço ele transferiu um pouco para o guardanapo, mas olhei-me no espelho e percebi que parte dele ainda se mantinha. Horas depois já não tinha batom nos lábios mas alguma da cor continuava lá. Isto é excelente sobretudo quando não nos lembrarmos ou não podermos retocar o batom!

Relativamente à aplicação gostei bastante: é um batom muito suave, confortável, não resseca os lábios nem acentua secura ou fissuras neles - senti que até hidrata, provavelmente devido à presença do óleo de camélia e suas "propriedades regenerantes".


 Depois desta experiência positiva fiquei com vontade de descobrir mais cores desta gama de batons - e a oferta é bastante variada! O preço base dos Grand Rouges é 16,70€ mas podem encontrá-los várias vezes a 9,99€, que vale muito a pena pela qualidade que têm.

Se estiverem interessadas em saber mais sobre este batom ou encomendar produtos Yves Rocher, falem comigo!  😀



decor | Habemus parede da sala!


Lembram-se de quando vos mostrei a nossa sala neste post e disse que queríamos criar uma divisória entre o espaço da entrada da casa e o da sala? Fazia-me fazia muita confusão não haver ali nada a separar porque, a quem quer que fosse que eu abrisse a porta, essa pessoa conseguia praticamente ver todo o interior da nossa casa. Faltava privacidade e divisão física dos espaços.

Estávamos em 2014 e, como não era uma das prioridades, eu e o Zé fomos esporadicamente pensando em soluções para pôr em prática a médio-longo prazo, fossem definitivas (parede em tijolo) ou temporárias (estante, parede em pladur, etc). Acabei por falar neste post nas várias ideias que ponderámos até que, neste verão, finalmente decidimo-nos e avançámos com a tão controversa parede da sala!

A ideia final surgiu quando fomos à reabertura de uma loja de decoração e vimos uma parede de madeira que dividia dois espaços e que podia ser movida. Era o que queríamos, até porque esta é a única entrada da casa e precisamos de espaço de manobra caso um dia tenha de entrar um sofá ou algo parecido. O Zé começou a planear a estrutura, foi saber preços e, por uma questão de disponibilidade de materiais, acabámos por optar por uma estrutura em madeira revestida com placas de pladur.

Fiquem a conhecer abaixo a nossa recente parede da sala desde a montagem da estrutura até ao resultado final! 😊

As etapas da construção da parede:

Definimos a altura e largura que queríamos que a parede tivesse (2,25m de largura vs 1,80m de altura). A espessura teria de ser pequena para não nos roubar muito espaço e também para não a tornar demasiado pesada. O Zé preparou a estrutura com barrotes de madeira, que aparafusou uns aos outros com chapas metálicas em forma de L (não sei se estas peças têm um nome mais específico...). Depois foi a vez de aparafusar as placas de pladur à estrutura, erguer a parede (que ficou muito mais pesada do que previmos!), arrastar para o sítio certo e fixar com dois barrotes de madeira, um de cada lado, aparafusados na parede perpendicular. No fundo esta parede nova só está segura por esses barrotes (não queríamos aparafusá-la ao chão) o que permite que, quando for preciso, a desloquemos sem dificuldade (tirando o peso...). Ao contrário do que eu pensava, apesar disso está bem estável!

O resultado final:


Para revestir a parede optámos por usar um papel de parede branco e discreto, que passei uma tarde inteira a aplicar - não fazia ideia que fosse tão demorado e minucioso! O resultado não ficou tão perfeitinho como esperámos porque devíamos ter uniformizado a parede com massa antes de aplicar o papel, no entanto gostamos e só falta aplicar o rodapé.

Agora que temos a parede pronta, não temos dúvida de que esta foi a melhor opção para dividir a entrada da casa da sala! Além de económica (ficou a menos de 100€ no total) pôde ser inteiramente feita por nós, serve bem o propósito, não pesa visualmente e podemos deslocá-la quando for necessário. Graças a ela pudemos reorganizar a nossa sala de forma a torná-la mais ampla, que também era um dos objectivos.

O novo desafio...

Mas vocês sabem o que acontece quando cumprimos um objetivo: surgem logo outros para cumprir! O meu agora é decorar a sala tendo em conta a nova organização que, devido à existência da salamandra, nos impede de usar mais móveis além do da televisão e da mesa de centro porque iriam ficar demasiado próximos dela. Resultado: não tenho onde colocar a maioria dos artigos que comprei para decorar a sala e também não quero uma sala tão minimalista ao ponto de não ter nada a decorar! Já percebi que a solução será aproveitar as paredes, instalando prateleiras, quadros e outros objetos decorativos que possa pendurar. Em relação à mesa de centro tinha idealizado outra coisa mas o Zé quis reaproveitar uma caixa de madeira para servir não só de mesa como também de baú. O problema é que, depois de a vermos no centro da sala, achamos que fica demasiado grande mas, por outro lado, não queremos abdicar dela. Têm alguma sugestão para a integrar na decoração?

Espero nos próximos meses voltar com atualizações sobre a organização e decoração final da nossa "nova" sala! Até lá, o que acham da parede? 😀

decor | 10 contas de decoração no Instagram que vale a pena seguir


Bem, este post começou por ser "5 contas de decoração no Instagram que vale a pena seguir" mas, à medida que eu fazia um levantamento das que sigo, percebi que havia muitas que não podia deixar de fora! 😅

Eu sou a louca que começou a seguir uns 30 Instagrams de decoração nos últimos meses (vá arredondando...). Até aí focava-me muito mais no Pinterest (onde tenho álbuns com ideias para cada divisão de casa), mas depressa percebi que no Instagram havia muita inspiração que me passava ao lado e contas de portuguesas com muito jeito para DIYs!

Fico que tempos a fazer scroll no meu feed e a "entrar" em casa de pessoas que só conheço através do que escrevem e mostram. Acaba por ser melhor do que procurar ideias no Pinterest porque, além de podermos também guardar os posts em álbuns, estas instagramers de decoração interagem connosco, partilham dicas preciosas, falam-nos de projetos antigos, em construção e futuros e tudo isso acaba por ser mais real que ver imagens no Pinterest que muitas vezes não correspondem à realidade - partilhei alguns exemplos neste post.

Vamos lá conhecer as contas que eu considero referências de decoração no Instagram? 😊

@themasterbedroom

Não podia começar esta lista de outra forma! Se vocês gostam de acompanhar Instagrams de decoração e ainda não seguem a @themasterbedroom estão a perder muito! Não é propriamente a decoração de casa dela que me faz vibrar, mas sim alguns cantinhos mimosos com peças decorativas simples e de lojas a que estamos habituadas e as preciosas dicas de organização que fazem inveja até às pessoas com transtorno obsessivo. É preciso dizer que recomendo MUITO que sigam?


@lindajohansen86

Não sei muito acerca desta instagrammer tirando o que ela tem escrito no perfil, mas de uma coisa eu tenho a certeza: poderia bem viver na casa dela! Quando pensamos em decoração nórdica lembramo-nos sempre daqueles espaços imaculadamente brancos, mas a Linda mostra que a cor soma pontos a favor numa casa! Por isso, para mim, este Instagram é um exemplo de combinação perfeita de decoração nórdica, casa acolhedora e cor e secretamente sonho em um dia ter uma mesa de centro de casa igual à dela.


@easyinterieur

E agora uma conta de Instagram com um pouco mais de glamour porque todas temos dentro de nós aquela diva que adorava viver numa casa Hollywoord style, certo? Bem, neste caso é um Hollywoord style um pouco mais contido porque eu gosto de manter os pés na terra, mas não há como negar que é uma casa super feminina onde impera o branco e o cor-de-rosa complementado pelos tons dourados. Pode aborrecer um pouco as fotografias repetitivas, mas eu não me canso de ver estes interiores!


@myhomebycamilla

Se gostaram do perfil anterior, também vão gostar deste! A casa da Camilla é super feminina, tem vasos com flores em tudo quanto é canto e transmite muita calma. Não sei ao certo quais fotografias são e não são de casa dela porque o facto de ela só escrever em norueguês dificulta um bocado, mas sem dúvida que é um daqueles perfis com uma decoração trendy que vale a pena seguir.


@apartamento84

Imaginam-se a viver numa casa em tons monocromáticos, como se estivessem num filme a preto-e-branco? Então esta conta de Instagram é para seguir! Pessoalmente não me identifico muito, mas adoro a harmonia e a sensação de refúgio que transparece. Além disso há várias peças que me fazem suspirar e que não me importava que viajassem dessa casa brasileira para a minha!


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@carla.st

E voltamos às instagrammers portuguesas. A Carla não tem milhares de seguidores mas tem uma casa familiar que tem vindo a transformar apostando nos detalhes. Gosto de a seguir porque, além de ela já me ser muito familiar (sigo o blogue dela há algum tempo), mostra que podemos tornar uma casa mais bonita sem gastar muito e apostando em DIYs simples.


@familyhome.29

A Ana Nogueira é uma portuguesa a viver com a família na Suíça que domina a arte de tornar uma casa convidativa - e desejável! O cantinho na casa dela de que mais gosto é a cozinha, caracterizada pelo preto, o branco e a madeira e cuja disposição dos elementos mostra que uma cozinha pequena não é necessariamente um caso perdido - admiro-a porque eu facilmente tornava esta divisão num caos com a minha fraca noção de espaço enquanto cozinho. Mas esta não é só mais uma conta de Instagram bonita: a Ana partilha várias dicas, ideias e planos de projetos futuros na maioria dos posts.


@white.interior

Esta é uma conta de Instagram mais geral, pois partilha fotografias de interiores de várias casas. O estilo nórdico é o predominante, seja numa versão mais clean ou o contrário. Vale a pena seguir este perfil pois, através dele, ficamos a conhecer muitos outros que se facilmente se tornam nossos favoritos.


A post shared by Homepolish (@homepolish) on

@homepolish

Na onda do perfil anterior, segue mais uma conta de Instagram com um-pouco-de-tudo. Há cor, há branco total, há espaços onde não cabe nem mais um móvel, há espaços milimetricamente organizados, há diferentes estilos e é por isso que gosto tanto da @homepolish! Por não se limitar a apenas um registo, oferece-nos perspectivas diferentes de decorações que provavelmente não imaginávamos em nossa casa mas que agora não conseguimos tirar da cabeça.


A post shared by DIY da Gaveta (@diydagaveta) on

@diydagaveta

Finalmente, se os DIY são o que mais vos cativa em contas de Instagram de decoração, esta é para vocês! Em cada post um DIY diferente que torna qualquer casa mais rica, original e com mais personalidade. Há trabalhos para todos os gostos: desde os mais trashy, com latas, rodas de bicicleta antigas e afins, aos mais sofisticados. Vale a pena seguir só pelas ideias e reciclagens criativas que lá encontramos.


E ficamos por aqui que já têm muito conteúdo com que se entreter! Adicionaram alguma destas às vossas preferidas? Tentei escolher contas de Instagram que não são mais do mesmo e que, por outro lado, também não fossem muito irrealistas - porque nós gostamos de ver artigos que sabemos que podemos comprar nos Ikeas e Zaras Homes da vida, certo? E por falar em artigos, curiosamente muitas das contas de Instagram de estilo nórdico que tenho vindo a seguir têm em comum as jarras da Kähler Design  (a @lindajohansen86 é uma delas) - lembram-se de ter falado nelas neste post? Parece que é uma das marcas da moda a acompanhar!

pessoal | ''Estás desempregada, tens muito tempo livre''


Há umas semanas contei-vos como andava a minha vida profissional e a decisão de sair daquela empresa, mesmo não tendo nada em vista. Claro que, apesar de arriscada, não foi uma decisão que eu tivesse tomado de ânimo leve, sobretudo quando tenho casa própria e contas para pagar todos os meses. Tive muito apoio da parte do Zé, que me aconselhou a sair de lá antes que as coisas piorassem e insistia que, mesmo que eu não arranjasse um emprego logo, tudo se ia resolver. Continuar lá não dava mesmo mais para mim e junho seria o mês indicado para me vir embora.

Ficar desempregada no início do verão pode parecer idílico para muitas pessoas, pois agora [supostamente] posso desfrutar de dias inteiros na praia. "Estás desempregada, tens muito tempo livre", disseram-me. E, mesmo que não tivesse sido com maldade, fez-me pensar. 
De facto, a ideia generalizada que nós (eu incluída) temos dos desempregados coincide com aquele estereótipo de pessoa que vai vivendo um dia de cada vez, acomodada com a sua situação, desmotivada e sem grandes perspectivas para o futuro. Óbvio que não será o caso de toda a gente, mas penso que seja muito esta a forma de encarar o desemprego.

Pessoalmente é uma forma de viver com a qual não me identifico de todo, sobretudo quando tenho energia, vontade de trabalhar e ainda agora comecei. O meu maior receio era mesmo ficar parada em casa e, dia após dia, começar a desleixar-me em relação a tudo: objetivos a curto e médio prazo, rotina, procura de emprego, com a minha própria imagem... por isso, algum tempo antes de deixar a empresa, comecei a definir uma estratégia para os tempos incertos que se seguiam:

• Comecei a enviar candidaturas cerca de duas semanas antes de deixar o meu actual trabalho, para começar desde logo a ser chamada para entrevistas e saber com o que podia ou não contar em termos de oferta de emprego:
• Uma semana antes de sair inscrevi-me em todas as empresas de trabalho temporário da zona, de forma a ser chamada para trabalhos pontuais enquanto não encontrasse um novo emprego;
• Recomecei a vender Yves Rocher para me motivar com objetivos de venda, manter-me ocupada e ganhar algum dinheiro extra;
• Até início de agosto/setembro não me iria comprometer com nenhum trabalho fora da minha área e que não fosse temporário, dado que vou de férias em julho (não posso mesmo desmarcar), e para continuar disponível para entrevistas de emprego.
Como planos que são, podiam resultar ou não, mas eu queria mesmo garantir que não ia ficar parada em casa à espera que as coisas acontecessem sozinhas!

Já se passaram quase 2 semanas desde o meu último dia na empresa onde trabalhava e, ao contrário do que alguns familiares e amigos meus pensaram, estou desempregada mas não estou desocupada! Felizmente a minha estratégia tem vindo a dar frutos e tenho ido a algumas entrevistas de emprego, tenho feito trabalhos de promoção, tendo vendido Yves Rocher, tudo isto ao mesmo tempo que continuo a enviar candidaturas e a aproveitar algum tempo livre a procrastinar, que tão bem me faz depois de meses tão agitados.

Percebi que, tão ou mais importante que ir ganhando algum dinheiro até conseguir um novo emprego estável, é estar ocupada e afastar pensamentos negativos e autodestrutivos que insistem em aparecer nestes períodos de mudança e instabilidade. Sim, naquela empresa eu tinha um trabalho fixo que troquei pelo incerto, mas vou fazer de tudo para que valha a pena!

Ainda não sei quando voltarei e ter um emprego na área, a minha data-limite é mesmo agosto/setembro. Se até lá não se concretizar, volto a adaptar a minha estratégia! 😃


pessoal | Eu sou uma pessoa de gatos... mas abri uma exceção à Peppa



Lembram-se do Filó? Eu sempre tive gatos, mas ele foi especial. Além de ser um gato de casa e receber todos os mimos e cuidados, acompanhou-me ao longo de 9 anos e são muitas as memórias que guardo dele. Por isso, quando no ano passado adoeceu e acabou mesmo por não aguentar mais, senti um vazio enorme, mesmo tendo o Mico para atenuar a perda.

Os meses passaram, aprendi a lidar com a falta do Filó, mas ter apenas um animal já não era suficiente para mim. E comecei a amadurecer a ideia de experimentar "o outro lado": adoptar um cão.
Em casa dos meus pais cheguei a ter cães mas, sobretudo porque viviam apenas no jardim e eu sou muito caseira, nunca senti uma ligação muito forte com eles - e animal meu tem de viver dentro de casa comigo.

Contei ao Zé a minha ideia e, ao longos dos meses seguintes, fomos pensando em conjunto no assunto, discutindo prós e contras e preparando as condições necessárias - uma delas foi fechar o quintal, para que o nosso futuro cão pudesse sair de casa sem perigo. Não queríamos comprar um cão, sobretudo quando há tantos em canis e etc à espera de um lar, e eu só tinha dois critérios: teria de ser de porte pequeno e de pêlo curto.

Certo dia em Fevereiro combinámos os dois ir conhecer uma cadelinha de três meses branca e preta, a fazer lembrar um dálmata, que eu tinha visto no Facebook que estava para adopção - a ideia era só conhecê-la e falar sobre a adopção, mas ambos sabíamos que, de certa forma, já estávamos a comprometer-nos com levá-la para casa. Chegados à clínica veterinária onde ela estava (vinda de um canil que já tinha excedido a capacidade máxima), reparámos que, na mesma "gaiola" estava uma amiguinha também para adopção. O Zé ficou a preferir essa segunda cadelinha, preta e castanha mas, como eu continuava a preferir a primeira, a enfermeira sugeriu que pegássemos nas duas, à vez, para nos decidirmos. A cadelinha malhada não reagiu a nenhum dos nossos colos, ficou simplesmente imóvel (o que me desiludiu um bocado...), mas a sua companheira, assim que foi para o colo do Zé (depois de não ter ligado nenhuma ao meu) começou a lambê-lo sem parar: pescoço, mãos, cara...! A decisão estava à vista e eu deixei o Zé escolhê-la - ou teria sido ela a escolhê-lo? - ainda que a previsão de crescimento dela não fosse de porte pequeno mas sim de médio, por volta dos 10kg. Seguiu-se o processo de adopção responsável, obrigatório para ficar com ela, que consiste em administrar-lhe as primeiras vacinas (contra a Esgana, Hepatite, Leptospirose, Parvovirose e Tosse de Canil), desparasitar, implantar o chip de identificação e assinar uma declaração em como nos comprometemos a ser responsáveis por ela, em tudo o que isso implica.


As semanas seguintes foram complicadas com tudo o que seria de esperar: o Mico a evitá-la e a soprar-lhe, ela a fazer xixi e cocó onde não devia, a brincar com o que não podia, a querer morder tudo... houve pelo meio alguns episódios engraçados (que na altura não tiveram piada...), muitos vídeos de dicas vistos no Youtube e tantas outras aventuras que não cabem neste post - o que acham de um à parte a contar-vos tudo isto, e com dicas que funcionaram connosco? E, apesar de ter sido eu a insistir para adoptarmos um cão, com todas estas dificuldades comecei a achar que ela simplesmente não era cadela para estar dentro de casa - eu ainda não sei muito sobre cães, mas sei que há cães que são mais de companhia que outros, e talvez ela de facto não fosse como eu tinha imaginado - por outro lado, partia-me o coração pensar em deixá-la no quintal, sobretudo numa altura em que ainda chovia e fazia frio.


O tempo foi passando e a Peppa - nome que escolhemos 2 ou 3 dias depois de a termos adoptado - lá aprendeu a ficar quieta quando a mandávamos parar, que os chinelos não eram para brincar, que as necessidades são para se fazer na rua e outras coisas que ainda estamos a tentar ensinar-lhe (sobretudo a não encher o Mico de baba, porque ele não é um brinquedo!). E, neste processo todo, o que me custou mais (além de estar constantemente a lavar o chão e a apanhar cocós) foi o facto de não podermos levá-la a lado nenhum durante 2 meses após a adopção pois, segundo a veterinária, ela ainda não tinha defesas suficientes para ficar imune a doenças transmitidas por outros cães ou por vestígios deixados por eles em parques e etc. Acho que levá-la a passear, nem que fosse aqui pela rua, a teria ajudado a gastar energia, a aprender a fazer as necessidades lá fora mais rapidamente e também a reforçar os nossos laços.

É curioso o facto de, desde aquele dia na clínica veterinária, a Peppa preferir o Zé a mim! Seja quanto ele chega a casa, quando ele sai, quando ele a chama... tudo com o Zé é mais intenso, como numa lealdade cega, ahahah. A veterinária disse que não há razão para isso acontecer, mas eu acho que a Peppa vê o Zé como o "macho alfa" e, por isso, podendo escolher entre mim e ele, ela escolhe sempre o Zé.


Entretanto a nossa Pepita já está a fazer 7 meses e, apesar da nossa casa ter mais pêlos, algumas coisas destruídas e menos sossego, já não dá para viver sem ela! É uma cadelinha irrequieta e brincalhona mas que sabe quando parar, adora receber atenção e é muito mimalha. Ainda temos várias coisas para aprender no que toca a lidar com um cão mas não estamos arrependidos e acho que, ao termos uma cadela e um gato, temos o melhor dos dois mundos. 💓

hobbies | Review do Livro 'Diz-lhe Que Não' e inevitáveis considerações sobre amor


Não é habitual eu fazer reviews de livros porque, regra geral, levo eternidades até acabar de os ler. Mas quando comprei o livro da Helena Magalhães sabia que ia ser diferente, porque já devoro a rubrica dela "O amor é outra coisa" com grande facilidade - não me enganei: demorei exactamente 1 semana a lê-lo (recorde para mim!). É de muito fácil leitura porque todo o livro está escrito como se a Helena estivesse a falar connosco, a confidenciar-nos vivências e a aconselhar-nos. Eu concordei com muita coisa, discordei de outras e, nestas nestas últimas páginas, já nem conseguia concentrar-me bem porque havia muita coisa para reflectir e que queria dizer! Como só posso responder à Helena por escrito, faço-o neste post de review do livro "Diz-lhe que Não".


Antes de mais... eu não ia comprar o livro

Vou confessar-vos uma coisa: apesar de ser leitora assídua do The Styland e da sua rubrica, eu não pensei comprar o livro quando ele saiu - talvez por ter uma visão muito própria do amor, por estar numa relação longa e saber que o livro é um apanhado de não-relações que me iam deixar a pensar demasiado (leia-se: paranóica). Mas ele perseguiu-me! Não parava de me aparecer na cronologia e nos stories do Instagram, no Facebook, deu por mim a ouvir uma entrevista à Helena n'A Prova Oral (minha companhia constante nos regressos a casa depois do trabalho)... enfim, não havia como fugir e acabei por ceder. 


As primeiras impressões do livro (tentando não ser muito spoiler)

Bem, o amor é mesmo muitas coisas e, infelizmente, para muitas de nós, por vezes é mesmo uma merda. No tempo dos nossos avós parecia bem mais simples: o primeiro amor era o que, regra geral, levava ao casamento e a uma vida de união de décadas com filhos e netos à mistura. Com os nossos pais as coisas complicaram-se um pouco e, na nossa geração, encontrar alguém decente pode parecer uma busca sem fim à vista. Pelo meio há sempre histórias que nos escapam - porque não há relações perfeitas - e é nisso que o livro da Helena se destaca: dá-nos a conhecer histórias verídicas, de pessoas que ela conhece pessoalmente, relatando realidades que, por vezes, nos são alheias mas que precisamos de conhecer para nos fortalecermos emocionalmente.


Livro não aconselhado a pessoas vulneráveis

Este é daqueles livros que nos abre a mente para outras realidades no amor que, de tão más que são, algumas parecem ficção. Eu sabia que o "Diz-lhe Que Não" ia mexer com a minha bolha de confiança porque muitas vezes basta saber, por exemplo, que a amiga da amiga terminou uma relação de anos ou ver um romance dramático para soar um alarme na minha cabeça e começar a questionar tudo: as intenções das pessoas, a honestidade, a capacidade de esconderem uma vida dupla, a tendência para relativizar as traições, etc.

E neste livro há mesmo de tudo. Por isso preparem o vosso coração porque, ou vão identificar-se muito com os casos mal resolvidos e eles servir-vos-ão de lição ou, por outro lado, não terão nada a ver com a vossa realidade mas deixar-vos-ão alerta.


Todas as relações têm um "mas"

Quando conhecemos alguém, desconhecemos muito do seu universo - há mesmo quem defenda que nunca conhecemos realmente alguém, o que acho um bocado assustador - por isso, para não nos magoarmos logo à partida, defendo que devemos tentar conhecer minimamente bem a outra pessoa antes de avançar para uma relação. Há que saber identificar os "mas" que conseguimos suportar e os "mas" com que não compactuamos de todo. Em alguns casos podem ser coisas simples, como aceitar que a outra pessoa tem interesses e gostos diferentes dos nossos e, noutros casos, pode ser algo mais complexo como ter de lidar com problemas pessoais mal resolvidos - como na história do Pila Pequena - ou até mesmo com a existência de uma terceira pessoa.


Amor e traições

Não se pode falar de amor sem, eventualmente, falar também em traição. Isso é claro no livro "Diz-lhe Que Não" e, ao lê-lo, tomei [mais] consciência do que existe "lá fora". Às vezes parece que anda meio mundo a trair outro meio e que OH MEU DEUS, será que isso está a acontecer comigo e eu não me apercebo?! Conheço pessoas com namoros longos que foram traídas, perdoaram e seguiram em frente com a sua relação. Mas, para mim, uma traição representa uma relação que está condenada porque se quebraram dois pilares fundamentais: o respeito e a sinceridade. Se a pessoa quer trair, se se sente atraída por outra e quer explorar isso, que resolva o que já tem antes de avançar. É o mínimo que se pede a alguém que assumiu um compromisso connosco, não?

Quando estamos numa relação há muito tempo, sentimo-nos seguras e isso faz com que, por vezes, baixemos a guarda e tomemos tudo como garantido. A solução não passa por viver em desconfiança constante, com teorias da conspiração na cabeça e prontas para descortinar todo e qualquer sinal: temos sim de ter consciência que, para uma relação resultar, há que trabalhar diariamente, amar a outra pessoa, expressar isso de todas as formas e exigir amor em troca. Caso contrário podemos estar a criar espaço para uma terceira pessoa - conhecem aquela teoria de que "só trai quem não está satisfeito com a sua relação", certo?

No entanto isto não é linear. Há quem faça tudo certo e seja traído e há também quem prefira viver numa relação em que sabe que é traído do que acabar tudo e ficar sozinho...



Concluindo...

Já a minha mãe dizia que "cada um sabe de si e Deus sabe de todos" - adoro esta expressão! E é verdade: não podemos julgar os relacionamentos alheios porque só as pessoas envolvidas é que sabem realmente o que se passa, o que sentem que merecem e o que estão dispostas a aceitar. Todas as histórias do livro da Helena são contadas do ponto de vista dela, não conhecemos a outra versão. A cabra com quem o nosso namorado nos trai pode não ser tão cabra assim - como na história do Extraditado - e o homem que se mostra interessado em nós mas que nos evita - como o Telecomunicações - há-de ter uma explicação para dar, que podemos aceitar ou não. Mas, no amor, é difícil ser racional e distinguir o certo do errado. Pensamos com o coração e a tendência é para viver o presente e dar uma hipótese a quem aparece com a promessa de nos fazer felizes.

A Helena fala sobre isto na conclusão do livro e eu, que estava com receio de ficar decepcionada nas últimas páginas, encontrei um equilíbrio e um discernimento reconfortantes. Mais palavras sábias de quem já tem um longo mestrado em relações - como ela própria admite - e faz uso dessa sabedoria para nos dar a conhecer um pouco mais deste mundo do amor e do desamor.

Aconselho a leitura? Sim! Porque a Helena consegue que a Olívia, a Beatriz, a Laura e as outras protagonistas das histórias se tornem próximas de nós, como se estivéssemos na mesma mesa do restaurante ou do café a conversar sobre as frustrações do amor e as ironias da vida. Seja em que fase da vida estejamos e do nível de experiência que temos, elas ensinam-nos algo, fazem-nos reflectir e alertam-nos para a realidade à nossa volta. E eu gosto de livros que, apesar de me tocarem em feridas, me ajudam a seguir em frente. Obrigada, Helena! 💘


5 dicas para ter um blog cativante


Quando há 6 anos descobri a blogosfera, não me lembro de haver tantos blogs - incluindo blogs nacionais! Ao longo dos últimos anos houve claramente um boom, e isso faz com que seja ainda mais difícil diferenciar o nosso blog e evitar que seja visto como apenas "mais um". Existem pequenos grandes detalhes aos quais devemos prestar atenção quando procuramos cativar os nossos visitantes e fazer com que se convertam em seguidores regulares. Neste post partilho alguns dos que acho mais importantes, como visitante e como blogger 😊

{1}
Criar conteúdo original


É improvável que um blog nos fique na memória se os conteúdos abordados são os mesmos que nos outros 500 blogs do género - já para não falar em textos que tenham sido copiados de outros sites e convertidos em post-relâmpago (ainda que se refira a fonte)! Se querem marcar a diferença no vosso blog, coloquem os dedos no teclado e escrevam conteúdos originais. Exemplo: Imperatriz Sissi


{2}
Ser fiel a si mesma

imagem: wishwishwish.net

Dar-nos a conhecer num blog pode ser um processo demorado, sobretudo se tivermos optado por um perfil anónimo. Ao início é estranho, parece que estamos a escrever para ninguém, mas acreditem que faz toda a diferença escrever de acordo com a nossa personalidade e forma de pensar. Todas as pessoas são diferentes, por isso usem isso em vosso favor na hora de diferenciar o vosso espaço virtual. Quem se identificar convosco, certamente terá interesse em acompanhar os posts que se seguirão. Exemplo: Na Nossa Vida

{3}
Evitar os clichés


Quanto a vocês não sei, mas eu estou enjoada de ver as mesmas fotografias-cliché espalhadas pela blogosfera: são os Mac em cima da cama, os copos do Starbucks, a maquilhagem espalhada na secretária... vocês sabem o que quero dizer, porque estas fotografias estão por todo o lado! Não é que não sejam bonitas ou inspiradoras - são! - mas, de tanto as vermos, tornaram-se vulgares e não acrescentam grande coisa a um post. Prefiram usar fotografias tiradas por vocês (convosco incluídas ou não) e diferentes do habitual. Exemplo: The Styland

{4}
Expressar uma identidade própria


É importante criar uma identidade na blogosfera, algo que as seguidoras associem somente a nós e que nos caracterize. Pode ser a escrita, o tipo de registo fotográfico, as rubricas, o layout do blog, a forma de vestir, etc. O importante é manter essa identidade ao longo do tempo de forma a torná-la sólida, e não acordar todos os dias a querer ser uma blogger diferente. Exemplo: Radioactive Unicorns

{5}
Comunicar


Escrever é comunicar, mas nem toda a escrita é comunicação, certo? Há posts em blogs que não nos dizem absolutamente nada, certo? Se querem que o vosso blog fique na memória dos visitantes, comuniquem com eles: não escrevam num tom impessoal e objetivo, como se fosse um artigo de uma revista. Dêem opiniões, partilhem experiências, respondam aos comentários... basicamente escrevam como se estivessem a escrever para alguém que conhecem e com quem gostam de falar. Exemplo: Joan of July


No fundo estes pontos giram todos à volta do mesmo: sejam pessoas reais no vosso blog e acrescentem algo de novo! O mundo não precisa de mais bloggers "fabricadas" que passam a imagem de uma vida perfeita, sem dramas nem preocupações de pessoas comuns. Na minha opinião, só assim poderemos cativar os nossos leitores e, acima de tudo, ter gosto pelo que fazemos! 😉